Wednesday, January 27, 2021

Ex-embalador de malas dribla desemprego com apresentações pelas ruas de São Paulo


 Há pouco mais de dois meses, as ruas da cidade de São Paulo viraram palco para o cantor Adriano Ricardo da Silva, 43.




Nascido em Jequié, na Bahia, começou a trabalhar vendendo doces e sorvetes aos nove anos, quando chegou a Carapicuíba (Grande SP), onde mora com a esposa Arianne Keyty de Almeida da Silva, 30, e três filhos, de 3, 5 e 8 anos.




“Eu sempre tive um diferencial: não vendia meu chocolate me fazendo de vítima. Eu dizia às pessoas que cantaria uma música e se desafinasse não pagaria pelo produto. Assim, eu conquistava os clientes”, conta.




Antes da pandemia do coronavírus, Adriano era ambulante no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Trabalhava há 20 anos no local. Começou vendendo doces e souvenirs e, nos últimos oito anos, embalava malas. Eventualmente, se apresentava em bares à noite.




O cantor Adriano Ricardo canta pelas ruas do bairro do Paraíso (zona sul). Por causa da pandemia de Covid-19, ele perdeu o trabalho como ambulante, no Aeroporto Internacional de São Paulo, onde embalava malas, e os bicos como cantor em bares noturnos




A atividade no aeroporto lhe rendia de R$ 400 a R$ 600 por dia, mas, nos últimos tempos, a troca da equipe de segurança dificultou o trabalho e esse valor caiu para R$ 300.




Com a pandemia e a quarentena, Silva perdeu as duas fontes de renda. Só restou o auxílio emergencial. Chegou à situação extrema de não ter como comprar gás.




Neste dia, veio a ideia: a lembrança de quando morou na Espanha, em 2006, e se apresentou nas ruas para ganhar um dinheiro extra. “Se o povo espanhol colaborou comigo, o brasileiro também vai me apoiar. Então, lembrei dessa fase da minha vida e criei o projeto Cantando nas Ruas de São Paulo.”




Pelo menos seis dias por semana, Silva deixa sua casa às 10h, após ajudar a esposa e arrumar as crianças, rumo a um bairro previamente escolhido. Geralmente, são locais de classe média e alta.




Enquanto caminha e canta ao microfone, Silva carrega uma mochila com pertences pessoais, celular, caixa de som e uma placa com os dizeres: “Devido à pandemia, estou cantando aqui. Conto com a sua colaboração". Ao final, divulga o Instagram @adrianoricardooficial. "Tem morador que me vê cantando e prefere usar o Instagram para pedir a minha conta bancária e fazer a doação", explica.




A voz afinada e firme e o sorriso no rosto chamam a atenção. O trabalho é cansativo e Silva só volta para a casa à noite. Na quarta-feira (9), a Folha o acompanhou pelas ruas do Paraíso (zona sul).




Entre meio-dia e 16h30, foram arrecadados R$ 286. A gerente de um salão de beleza na rua Rafael de Barros fez questão de contribuir, mesmo com os prejuízos que teve com a pandemia. “Com um comércio desse tamanho só tenho uma cliente agora, mas resolvi ajudar porque vi o esforço dele e quero incentivá-lo para que continue. O brasileiro é muito criativo e cada um tem que fazer o que pode para sobreviver”, afirma Eliane Mokotaka, 49.




“O que muda as pessoas são as boas ações. Precisamos de empatia, igualdade e ajudar uns aos outros”, diz Vanessa Marques, 21, estudante de direito, que também contribuiu.




Silva está pelas ruas há pouco mais de dois meses. No período, juntou R$ 5.000 para quitar uma dívida sem prejudicar o gasto com a família, que é de R$ 3.000, em média.




A primeira doação, em Osasco (Grande SP), foi de R$ 237. No dia que menos recebeu, a contribuição foi de R$ 100 e o melhor pagamento de R$ 1.000, quando um homem na avenida Angélica, em Higienópolis (centro), pediu que cantasse uma música para sua esposa.




A cantoria agrada a maior parte das pessoas. “A cada 10, 9 gostam, mas já teve gente que ameaçou quebrar a minha caixa [de som] e dar murro na minha cara. Estou me arriscando. Eu não queria estar na rua, mas tenho uma família para cuidar e é o meu bem mais precioso. Peço a Deus todos os dias para me proteger contra esse vírus. Se algum dia eu puder ajudar e abençoar outras vidas eu também vou fazer”, diz




Para o engenheiro Álvaro Silva, 75, o mundo precisa ser mais verdadeiro e melhor. “Por que a gente resolve ajudar as pessoas? Tem que ajudar. Vamos fazer um mundo melhor, né? A gente já tem muita sorte, não é verdade? Nascemos num lugar especial, tivemos uma educação especial, família. Tem muita gente no mundo mais complicada que nós.”




Na quinta (10), o trajeto entre a estação Cidade Universitária, na Linha 9-Esmeralda da CPTM, e a avenida Pompeia (zona oeste) rendeu ao artista R$ 800.




No repertório estão 45 músicas, entre sertanejas e sucessos do Fábio Jr., Alexandre Pires, Jota Quest, Roupa Nova e Rita Lee.




Em média, Silva canta 20 músicas por dia. As preferidas, como “Evidências”, de Chitãozinho & Xororó, “Não Aprendi a Dizer Adeus”, da dupla Leandro & Leonardo, e a sua autoral, “Pra te Dizer”, são interpretadas mais de uma vez.




O sonho de Silva é lançar sua música em um programa de TV. “Hoje eu posso dizer que vivo de música e isso é muito gratificante. O meu objetivo é seguir com ela.”




Silva tem um EP gravado com seis canções e outro em produção, interrompida pela pandemia. “A pandemia veio para mudar a história de muitas pessoas e uma delas sou eu.”






Agradecimentos : A Direção do Supermercado Bom Pastor de Carapicuíba que ajuda o Cantor Adriano Ricardo na Divulgação do seu Trabalho Musical.




Reprodução: Folha de São Paulo

Saturday, January 23, 2021

Confra da Abundância


 Nesse sábado dia 23 de Janeiro, a partir das 09h da manhã, grandes nomes do Mundo dos Negócios, Coachs e Mentores estarão reunidos na Fin Tank Bussiness Hub em Alphaville.

Venha conferir!

Thursday, January 21, 2021

Grande ABC inicia vacinação contra Covid-19

 


As sete cidades do Grande ABC iniciaram, na noite desta terça-feira (19/1), a vacinação contra a Covid-19. As primeiras doses foram destinadas a profissionais da Saúde que atuam na linha de frente do atendimento ao coronavírus.


Ao longo da tarde e início da noite, a região recebeu 39.320 doses da Coronavac, vacina desenvolvida conjuntamente pelo Instituto Butantan e pelo laboratório Sinovac. O cronograma de vacinação foi definido pelos prefeitos da região, que se reuniram por videoconferência em assembleia extraordinária do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.


Conforme divisão realizada pelo Governo do Estado, serão 11.840 doses para São Bernardo do Campo, 11.360 para Santo André, 4.800 para São Caetano do Sul, 4.760 para Mauá, 4.480 para Diadema, 1.640 para Ribeirão Pires e 440 para Rio Grande da Serra.


O presidente do Consórcio ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra, comemorou o início da vacinação nas sete cidades, mas ressaltou que a região aguarda o envio de mais doses para ampliar a imunização.


“O dia de hoje é histórico e emocionante para os municípios da nossa região, que estão unidos e trabalhando para salvar vidas desde o início dessa pandemia. Vamos seguir o cronograma do Estado, começando com os profissionais de Saúde da rede pública que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus. Conforme recebermos mais doses, o objetivo é ampliar a vacinação para todos os grupos prioritários, seguindo todas as normas do Ministério da Saúde”, destacou Paulo Serra.


Fonte: Grande ABC


Plano SP: nova classificação será anunciada na sexta-feira (22)



O Plano São Paulo de retomada econômica sofrerá uma nova reclassificação prevista para ser anunciada na sexta-feira (22) pelo governo paulista. De acordo com o secretário de saúde, Jean Gorinchteyn, nesta terceira semana epidemiológica do ano, a taxa de ocupação de unidades de terapia intensiva do Estado é de 70% e na Grande São Paulo, 70,5%. A média móvel de casos novos é de 1.658.636 e 50 mil óbitos.


Na sexta-feira (15), o governo de São Paulo anunciou a reclassificação de oito regiões no Plano São Paulo. As regiões de Araçatuba, Bauru, Piracibaca, Franca, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Taubaté saíram da fase amarela para laranja; Marília deixou a fase laranja e regrediu para vermelha. "As medidas são para evitar a superlotação nos hospitais e unidades de terapia intensiva e a falta de atendimento médico necessário", disse Doria.


As mudanças passaram a valer a partir da segunda-feira (18). Com a reclassificação, o Estado tem dez regiões na fase laranja, uma na laranja. O governo de São Paulo havia anunciado na quarta-feira (13) que adiantaria a reclassificação do Plano São Paulo, criado para controlar a disseminação de covid-19 no estado, para esta sexta-feira (15).


Na sexta-feira (8), quando foi anunciada a primeira atualização do plano deste ano, o governo e os membros do Centro de Contingência da Covid-19 haviam dito que novas orientações seriam anunciadas no dia 5 de fevereiro. "A reclassificação foi adiantada por razões substantivas. É uma medida preventiva e necessária para proteger vidas dos brasileiros em São Paulo", disse Doria.


Fonte: R7

Grande São Paulo e Sorocaba podem regredir no plano de flexibilização após lotação de hospitais


A Grande São Paulo, incluindo a capital paulista, e a região de Sorocaba, no interior do estado, podem sofrer uma nova classificação e serem rebaixadas de fase no Plano São Paulo de flexibilização econômica devido ao aumento do número de casos de Covid-19 e lotação de hospitais.


De acordo com Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, as reclassificações podem ocorrer até o fim desta semana. A região de Sorocaba está na fase laranja e a região metropolitana de São Paulo está na fase amarela do Plano São Paulo.


“São regiões onde nós estamos observando essa pressão frequente sobre os leitos, especialmente de UTI. E é possível sim que essas regiões, eu diria que é até provável, que sejam reclassificadas brevemente ao longo desta semana”, disse.


Segundo Menezes, a situação é preocupante, especialmente na região metropolitana que concentra metade da população do estado. Ele afirmou que o Centro de Contingência analisa diariamente o aumento de casos para fazer uma nova avaliação conforme os indicadores da doença.


“A pandemia continua subindo no estado de São Paulo, em todas as regiões. O que nós estamos observando na região do município de São Paulo e na Grande São Paulo também está sendo observado na maioria das regiões do estado, um crescimento no número de casos e o número de internações aumentando progressivamente a taxa de ocupação dos leitos de UTI, que são aqueles necessários para os casos mais graves”, afirmou.


Lotação UTI

Quatro hospitais da cidade de São Paulo registravam 100% de ocupação dos leitos de UTI para tratamento da Covid-19 nesta terça-feira (19).


O Hospital da Cruz Vermelha, localizado na Avenida Moreira Guimarães, em Indianópolis, na Zona Sul de São Paulo, não tem mais vagas na Unidade de Terapia Intensiva.


Todos os 20 leitos disponíveis estão ocupados. O mesmo problema ocorre em outra instituição filantrópica, a Santa Casa de Santo Amaro, também na Zona Sul, com 20 leitos de UTI destinados para casos de Covid-19 e todos ocupados.


Nos hospitais municipais, os 34 leitos do Hospital Carmem Prudente, no Centro, e os 10 leitos do Hospital São Luiz Gonzaga, na Zona Norte, estão todos ocupados.


Dentre os hospitais que não têm mais vagas são:


Hospital da Cruz Vermelha (20 leitos de UTI, todos ocupados)

Santa Casa de Santo Amaro (20 leitos de UTI, todos ocupados)

Hospital Carmem Prudente: (34 leitos de UTI, todos ocupados)

Hospital São Luiz Gonzaga: (10 leitos de UTI, todos ocupados)


Estado de alerta


Hospital Bela Vista: 88% da ocupação de UTI

Hospital Tide Setúbal: 73%

Hospital Santa Marcelina: 89%

Índice corresponde aos leitos da rede municipal ou que foram contratados pela Prefeitura de São Paulo para atender a demanda no sistema público.


Rede privada estadual

Levantamento feito pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, divulgado no último sábado (16), aponta que a sobrecarga também afeta a rede particular.


Cerca de 64% dos hospitais particulares do estado de São Paulo registram mais de 80% de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 ocupados.


Ainda de acordo com os dados, no dia 13 de janeiro, apenas 14% dos hospitais privados tinham até 40% dos leitos ocupados.


A pesquisa foi feita em 76 hospitais de 15 das 17 regiões administrativas estaduais, o que representa 20% dos 383 hospitais aptos a tratar pacientes com a doença.


Além disso, 86% desses hospitais registraram aumento nas internações nas duas primeiras semanas de 2021.


Mortes e casos

O estado de São Paulo registrou o maior número de novos casos confirmados de Covid-19 em uma semana desde o início da pandemia.


Entre os dias 10 e 16, de domingo e sábado, foram 79.106 confirmações no total, o que dá a média de 11.301 casos por dia.


O maior valor semanal* anterior havia sido observado na semana entre 9 e 15 de agosto, quando foram confirmados 75.799 casos no total, o que dá a média diária de 10.828.


(*Observação: No dia 4 de agosto, a média diária de casos no estado foi de 12.562, mas o valor não pode ser considerado porque é resultado de dados acumulados após um dia em que os registros não foram divulgados)


"No número de casos, foi a nossa pior semana. Tivemos uma elevação de 9% em relação à semana anterior. Mesmo naquele momento em que testávamos mais, e que chegamos ao nosso pico, que aconteceu na 33ª semana epidemiológica [de 9 a 15 de agosto], já superamos este montante. Já superamos o número de casos no pico que nós tivemos naquela semana, 33ª", disse o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (18).


A média móvel de mortes diárias, que considera os registros dos últimos sete dias, é de 230 nesta segunda-feira (18). O valor é o maior desde o dia 23 de agosto de 2020 e cresceu 57% em relação ao registrado há 14 dias, o que para especialistas indica tendência de alta da epidemia.


O dado considera a média dos registros dos últimos sete dias e está acima de 200 há dez dias seguidos, valor que não era observado desde o dia 16 de setembro do ano passado. Como o cálculo da média móvel leva em conta um período maior que o registro diário, é possível medir de forma mais fidedigna a tendência da pandemia.


Fonte: G1

Terapia e Conexão com a Natureza